Como definir seu estilo pessoal?

Oi! Quanto tempo!! Como você está? Demorei mais de um mês para escrever porque tive um período complicado em casa com obras, trabalhos e uma viagem. Mas cá estou de novo! Aliás, preparativos de viagem tem muito a ver com o assunto de hoje, que é sobre o que vestir. Acho um inferno fazer mala, morro de inveja daqueles ricos que viajam apenas com cartão de crédito e compram as coisas no destino. Nem tanto pelo comprar em si mas principalmente porque acho decidir o que vai entrar na mala um verdadeiro suplício. Sou do tipo que tem pesadelos dias antes de viajar de que estou fazendo uma mala sem fim e sempre falta algo. Um horror!

Ultimamente tenho andado numa crise severa em relação a como me vestir o que só piorou o meu fazer de malas. Como trabalho com beleza e moda, estou sempre em contato com as tendências no vestuário. E aí, como a maioria das pessoas, sempre fico na dúvida sobre aquilo que é modismo passageiro ou que vem para ficar.

A minha crise em especial se agrava no fato de ter ganho uns quilinhos a mais desde que voltei da França e boa parte do guarda-roupa não servir mais. De qualquer modo, já faz algum tempo que estas roupas que não cabem também não me servem mais “emocionalmente” falando. Sim, porque tem vezes que a gente simplesmente cansa daquilo que tem e precisa se atualizar, só que não sabe exatamente como.

Dia desses ao assistir o Esquadrão da Moda, programa que eu amo e me divirto horrores, o Arlindo Grund falou algo que me chamou atenção: É preciso ter cuidado para não passar a vida inteira preso em uma fase dela. No caso ele argumentava com uma mulher que tinha 36 anos e se vestia como se tivesse 16. Aquilo me bateu profundamente porque me identifiquei. Não que eu me vista como uma adolescente, mas porque comecei a pensar sobre o que me faz infeliz no meu modo de me vestir que poderia melhorar minha auto-estima. Aliás, neste aspecto, tiro o chapéu para o programa, acho fantástico o resgate que eles fazem com as pessoas, deixando-as mais confiantes e bonitas.

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Esquadrão da Moda – Arlindo Grund e Isabella Fiorentino

Percebi que além das roupas que não servem mais, haviam um monte que eu já não usava, nem quando pesava menos. Roupas de mais de década, roupas de outras fases, de outras “modas”. Nunca fui uma pessoa consumista em relação a roupas até mesmo por questões de falta de grana, e vi que meu armário simplesmente não se atualizou, não seguiu o fluxo da minha vida, que mudou e muito. Não mantive o hábito de ir comprar roupas e o fato de ter ganho uns quilinhos só piorou minha relação com os provadores das lojas. Resultado: um guarda-roupa ultrapassado, sem graça. Lembro de quando dividia apê com a minha amiga Gisele, de a gente brincar que queria atear fogo no armário com tudo dentro, tamanho o descontentamento com nossas roupas!

Por outro lado, não sou de ter apego e tenho facilidade em me desfazer daquilo que não uso mais. Tenho hábito de doar roupas todo final de ano. Só que eu só doava aquilo que estava surrado e nunca era uma limpa efetiva… Resultado, as tranqueiras e roupas nada a ver com a fase atual da minha vida continuavam lá. E aí eu abria o armário, o via cheio e ficava com a falsa impressão de ter bastante roupa. Não, não tinha porque sempre usava as mesmas duas ou três. No meu caso de ex-magrinha que ficou rechonchudinha, A.K.A falsa magra, um mar de calças legging e blusões. Affe! Pense na falta de criatividade e preguiça da pessoa pra se arrumar.

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Eis que a vida é cheia de ironias e justo eu que proponho um projeto de Antes e Depois para levantar a autoestima da mulherada, percebi ao mexer no meu armário, o quanto eu precisava deixar o novo entrar de coração aberto e melhorar a minha auto-imagem. Em casa de ferreiro, espeto é de pau. Mas isso está prestes a mudar! RÁ!

Então neste primeiro momento de busca de mudança no meu estilo eu fiz um auto-esquadrão da moda. Tá certo que eu bem tentei convencer meus amigos no facebook a me inscreverem no programa porque eu ia amar conhecer o Arlindo e a Isabella, a Vanessa e o Rodrigo (a íntima, amo eles demais!), dar uns rolés pela Oscar Freire com 12 mil no cartão para comprar roupas. Só que meus amigos não deram a mínima para meus apelos, aqueles ingratos.

Daí resolvi me virar nos 30 e fui à luta! De acordo com as perguntas que eles fazem no programa para os participantes e com alguns sites de consultores de moda conceituados, como Constanza Pacolato, Juliana Parisi, e outros elaborei algumas perguntas as quais tentei responder com a maior franqueza para mim mesma. São estas:

Qual a imagem você deseja ter?

Quais são seus objetivos?

O que você não gosta no seu estilo de vestir?

Quais estilos você não gosta e não usaria de jeito nenhum?

Quais são seus melhores atributos físicos?

Quais são seus interesses? Ex.: Música, cinema, fotografia, artes, esportes, etc.

Como é sua rotina?

Que pessoas tem o estilo que você acho bonito ou gostaria de ter? Estas pessoas tem o biótipo semelhante ao seu?

O que posso afirmar já na primeira semana é que foi maravilhoso me desfazer de um monte de roupas que não uso. Libertador, eu diria. Meu guarda-roupas foi reduzido a menos da metade de peças. Separei aquilo que ainda não cabe e gosto muito e coloquei o objetivo de perder peso para voltar a usar. E para deixar a transformação mais divertida, decidi fazer uma super dieta para voltar ao meu peso real. Vou escrever um post sobre esta saga aqui.  Aproveitei umas horinhas vagas e separei fotos de pessoas que eu considero que se vestem bem e também fui em busca de pessoas com o biótipo semelhante ao meu. Acho que a transformação vai ser super divertida, vou tentar registrar aqui também.

Meu exercício mental da semana é aproveitar que estou animada, entrar nas lojas e experimentar tudo que der na telha. Mesmo que não vá comprar nada, só pra começar a entender o que fica bem e o que não fica.

É claro que o ideal seria contratar um consultor de estilo profissional que com certeza ia enxergar minha crise de uma forma macro. Ainda vou fazer isso, assim que possível, sou louca pra ouvir a opinião de quem entende do assunto. Só que como a fase não está a melhor no quesito din din e as mudanças precisavam começar imediamente, até por causa das benditas malas que eu tinha que fazer, eu mesma comecei a tentar estabelecer um estilo pessoal, tendo em mente estas perguntas acima. Assim, bem minimamente mesmo, porque nada substitui o talento. E eu respeito demais o trabalho de bons profissionais.

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A busca agora é por definir um estilo sem ficar com roupas que sejam sem graça, sem criatividade e ao mesmo tempo que não fique algo caricato. Só penso no armário da Mônica. Um estilo que eu acho bem legal é o ladylike, acho que é possível seguir algo nesta linha sem morrer cozida no calor do Rio de Janeiro. Vamos ver… Se você gostou, deixa um comentário aqui. Beijinhos!

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4 comentários sobre “Como definir seu estilo pessoal?

  1. Oi Ana. Sou formada em Design de Moda e fiz o curso de Consultoria de Moda e Colorimetria tanto feminino como masculino e você esta no caminho certinho. É muito bom a gente se conhecer antes e ver o que desejamos nos tornar.

    Beijão

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    • Oi Marilices! Fico tão feliz que alguém de moda tenha gostado do meu post. Fiquei com medo de as pessoas acharem que eu queria sei lá, dizer que a gente mesmo pode fazer e é justo o contrário. Acho o trabalho dos consultores fantástico, só me inspiram. Infelizmente ainda não posso contar com o serviço de alguém na minha vida diária, mas tenho a maior admiração pelo trabalho de vocês. E se tem alguma coisa que a gente pode fazer por nós mesmos pra tentar melhorar, porque não, né? É o que eu costumo dizer pras minhas alunas de automaquiagem: aprender só vai fazer você se enxergar de uma maneira melhor, mais confiante. E isso não exclui o trabalho de um bom profissional para as ocasiões especiais. Muito obrigada pela atenção,
      beijo grande!!!!

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