Só mais um pouquinho: armadilhas cotidianas e vícios de consumo

Gente, passando rapidinho só pra dizer que mesmo dando várias escorregadas no final de semana, eu consegui perder um pouquinho de peso!!! EEEEEEE!!!!! Melhor do que nada! Estou agora com 68,3 quilos. Bom pode parecer pouco para quem é magro ou está bem acima do peso e perde muito de uma vez, mas no meu caso, que estou no meio termo e não tendo seguido firme nos 20g de carboidratos da indução (saiba mais aqui), eu acho bem bom. Prova que meu organismo se manteve em cetose, mesmo aumentando a quantidade de carboidratos diários.

Toda essa nova forma de comer tem me feito refletir muito sobre nossos hábitos e vícios em alguns tipos de comida. Enfim, passei só porque sei que tem gente acompanhando a evolução da dieta por aqui. Espero que estimule alguém a mudar de vida também.

3199101

Confesso que ontem de noite estava bem chateada com as restrições (#xatiada), afinal de contas, três semana já nessa de comer quase nenhum carboidrato. Quase joguei a toalha. Até porque eu estava assistindo Master Chef Brasil e aquelas guloseimas todas são de matar de tanta vontade.  Mas aí pensei em todo o esforço que venho fazendo até aqui, e no fato de ter entrado numa calça que não me cabia a mais de um ano. E fui dormir pensando sobre como quase toda a vida contemporânea, seja a vida social ou até mesmo a propaganda na tv gira em torno de comer. Ou mais precisamente, gira em torno de consumir.

baton_compre_batonDia desses, em evento familiar, basicamente o que se fez foi comer. Chegamos de viagem, comemos, descansamos, jantamos. No dia seguinte, café da manhã e pouco tempo depois, almoço. Tudo girou em torno da mesa. Nada contra, comer, sobretudo comida boa é maravilhoso.

17266136_fAfaj

Comecei então a perceber o quanto a minha relação com os meus amigos também gira em torno do bar, do restaurante e tudo o mais. Aqui no Rio, as pessoas costumam sair mais para encontrar na rua do que receber uns aos outros em casa. É a cidade do boteco, ora bolas. Então nada mais natural do que sentar com os amigos pra beliscar e beber no bar, na saída do trabalho ou no final de semana. Só que muitas vezes a relação se resume nisso. As pessoas não fazem outros programas que não sejam sair pra comer e beber (não necessariamente nesta ordem de importância). E rever a minha relação com os alimentos está me fazendo rever a minha forma de me relacionar com os outros. Até que ponto não usamos a comida e a bebida como muletas para estarmos próximos das pessoas, sem a menor necessidade? Mais um vez, repito, comer é bom demais e ninguém está aqui para negar isso, mas não é a única coisa boa que existe para se fazer.

Me ocorreu como deve ser difícil para os alcóolicos, por exemplo, resistirem ao vício da bebida numa sociedade onde os amigos e a propaganda estimulam o tempo todo a cultura do barzinho. Se eu que curto uma cervejinha já fico tentada durante a reeducação alimentar, que dirá uma pessoa que luta com a doença do alcoolismo? É estímulo pra consumir por todos os lados. Um verdadeiro massacre, eu diria.

tumblr_lopoc8aiCx1qc3cnko1_500

E assim é também com o açúcar, com produtos industrializados e outros produtos péssimos. Não estou dizendo que nunca mais na vida vou consumir um produto ultra açucarado, uma porcaria dessas bem gostosas. Lógico que vou, claro que vou. Só que agora pelo menos eu vou ter consciência do que estou consumindo e ingerir por minha conta e risco. E lidar com as consequências disso em algum momento, seja pegando meu exame de sangue, seja não cabendo na calça jeans. Desde que ouvi uma frase dita pelo Freud, minha vida mudou para sempre: “Qual a sua responsabilidade na desordem da qual você se queixa?”

pular-corda

Diante disso tudo que venho observando, meu novo desafio para o próximo mês é buscar conviver com meus amigos sem isso necessariamente envolver comida ou bebida. Ou que a mesa não seja o mote principal em nossos encontros. Vou chamar as pessoas pra andar no museu, ir ao cinema, jogar vôlei, dançar. Qualquer outra coisa que não seja exclusivamente ingerir algo. Não que a gente não possa fazer um lanche, tomar um café ou até mesmo almoçar no processo. Mas que isso não seja a relevância e sim, o encontro em si. Não quero mais ser escrava de consumo de alimentos e bebidas. E aí, quem topa? Beijinhos.

Anúncios

Comenta aí!

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s